Exposições

Rita de Sá Isabel Dantas dos Reis "Curvas Espaço-Tempo"

Biblioteca Ruy Gomes da Silva, Largo Vasco da Gama, 2140-079 Chamusca  ::  Seg-Sex 9h30-12h30 e 13h30-16h30  ::   Entrada Livre

de 6 de Nov. a 12de Nov. de 2021

"Na física, espaço-tempo é o sistema de coordenadas utilizado como base para o estudo da relatividade restrita e relatividade geral. O tempo e o espaço tridimensional são concebidos, em conjunto, como uma única variedade de quatro dimensões a que se dá o nome de espaço-tempo. Um ponto, no espaço-tempo, pode ser designado como um "acontecimento". Cada acontecimento tem quatro coordenadas (t, x, y, z)." 
Greene, Brian. O Tecido do Cosmo. [S.l.]: Companhia das Letras


"Enquanto que na mecânica clássica não-relativista de Isaac Newton o tempo é tomado como uma unidade de medida universal, uniforme por todo o espaço, e independente de qualquer movimentação nesse, no contexto da relatividade especial de Albert Einstein o tempo é tratado como uma dimensão adicional às três dimensões espaciais, não podendo ser separado dessas"


Taylor, Edwin F.; Wheeler, John Archibald (1966). Spacetime Physics: Introduction to Special Relativity 1st ed. San Francisco: Freeman. ISBN 071670336X. Consultado em 14 de abril de 2017
Rynasiewicz, Robert. «Newton's Views on Space, Time, and Motion». Stanford Encyclopedia of Philosophy. Metaphysics Research Lab, Stanford University. Consultado em 24 de março de 2017


 O que é a fotografia senão uma conjugação dos quatro factores como definidos por Einstein?
O trabalho destas duas artistas-fotografas debruça-se justamente sobre a intervenção da fotografia no tempo e vice-versa. O trabalho da Isabel Dantas dos Reis vai buscar imagens há muito captadas e que se mantiveram praticamente inalteradas e trá-las a um presente totalmente futurista em relação àquelas imagens.
Há muito que o trabalho fotográfico da Isabel explora as relações entre a fotografia e a memória, umas vezes usando suporte digital, outras suporte analógico.


Esta exposição usa imagens dum casamento: o que acabou por dar origem à sua vida. A Isabel recuperou uma técnica de pintura que o seu pai usava enquanto na guerra na Guiné e usou essa técnica nas imagens criadas pouco depois da dita guerra. Junta assim dois elementos importantes da história da imagem: fotografia e pintura. Dessa forma trabalha não só a sua própria memória, como mesmo memória da história - estando aqui uma redundância.

 O trabalho da Rita de Sá usa também ele imagens captadas há muito tempo atrás, em formato analógico, mas desta feita, assumindo as alterações que o tempo lhes imprimiu. Tempo cronológico e até tempo climático.
Criou-se assim uma outra obra que a não a inicial. Estas alterações agora vistas levam-nos ao cerne físico da fotografia conduzindo-nos aos materiais de suporte. Como interagem o tempo e os elementos com os sais de prata? E agora, como quem olha para nuvens, que outras formas se lhe percebem que não as originalmente retratadas?   ​

Pedro Dantas dos Reis "Na Margem do Visível"

Fachada da Biblioteca Ruy Gomes da Silva, Largo Vasco da Gama, 2140-079 Chamusca || horário: sempre visível​

de 6 de Novembro a 9 de Dezembro de 2021

Nasceu em Lisboa em 1969.
Tem viajado e vivido em diferentes países desde a infância. No fim da adolescência descobriu a fotografia. Desde então nunca mais a largou (ou terá sido a fotografia que não o largou a ele).
Frequentou o Ar.Co na ´área da Fotografia e  tem complementado com uma extensa formação com fotógrafos de renome internacional, como Greg Gorman, Arthur Meyerson e Joyce Tenneson, entre outros.
Coordenou os projectos que trouxeram pela primeira vez a Portugal os fotógrafos Steve McCurry e David Alan Harvey. Participou em várias exposições colectivas e individual. As origens da fotografia sempre o fascinaram, principalmente como forma de "desacelerar o tempo".

Num retorno às origens da fotografia, o Pedro tem usado câmaras Pinhole como dispositivo de captura de imagem. Os tempos de exposição prolongados que este tipo de equipamento exige acabam por já não representar uma realidade mas um conjunto de momentos que se condensam numa mesma imagem. O fotógrafo acaba por ser ultrapassado pelo tempo, ao mesmo tempo que detém a autoria da imagem, uma vez que foi sua a decisão do lugar, da hora e do equipamento a usar. O resultado final não depende de si, mas começou em si, e como tal pertence-lhe autoralmente.

Numa era de grande apoteose do digital e da acessibilidade à fotografia, numa era em que todas as imagens são válidas e todas existem a partir do click, o Pedro regressa às origens da fotografia. O cansaço do instantâneo levou ali e com isso tem criado imagens de outra forma não acessíveis aos actuais equipamentos. As suas imagens reportam para ideias como o silêncio, a perpetuidade e a perenidade. Revelam sobretudo uma preocupação com a luz ou a ausência dela. A incapacidade da câmaras Pinhole de criarem instantâneos acabam por confirmar o que diz Roland Barthes, quando afirma que a fotografia não é cópia do real, mas remete para o real. As imagens do Pedro Dantas dos Reis espelham exactamente isso.

Coletivo 1/4escuro "Cinco Anos de Quarto às Escuras"

Galeria Municipal da Chamusca, Ed. da Câmara Municipal, R. Direita de S. Pedro, 2140-098 Chamusca :: Seg-Sex 9h - 17h ::  Entrada Livre

de 6 de Novembro a 9 de Dezembro de 2021

​O interesse pela fotografia tradicional e a vontade de dinamizar a comunidade fotográfica levaram os fotógrafos Bruno Candeias, Gonçalo Matias, Luís Silvério, Pedro Freitas e Tiago Soares a criar o colectivo 1/4escuro, instalado no Espaço LX Jovem. Para além dos projectos pessoais, o colectivo planeia realizar oficinas fotográficas e exposições de forma a partilhar com a comunidade as técnicas fotográficas tradicionais.

Cinco anos após a formação e a instalação no Espaço Lx Jovem, o colectivo 1/4escuro apresenta em formato exposição um conjunto de obras da autoria de cada um dos membros que o compõem. Recorrendo a vários formatos e técnicas, cada um dos membros apresenta a sua abordagem relativa a uma ou várias áreas fotográficas em que se foca.